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As fragas quartzíticas da Nossa Senhora da Candosa, em Vila Nova de Ceira (Góis), onde se ergue uma capelinha, são um espectáculo magnífico. O rio Ceira corre aqui cerceado num pequeno canhão a 150 metros de profundidade.
Um dos aspectos marcantes na Cordilheira Central xistosa, é a presença de cristas quartzíticas que se destacam na paisagem, já por si montanhosa. Resultam fundamentalmente de erosão diferencial (esta rocha é muito mais dura do que a rocha encaixante, normalmente o xisto) mas também a forças tectónicas.
As fragas quartzíticas da Nossa Senhora da Candosa, fazem parte da crista que atravessa toda esta região e que se estende entre os Penedosde Góis e a Serra do Buçaco.
Por vezes as cristas quartzíticas, no território português, são atravessadas por rios: são exemplos notáveis esta Senhora da Candosa e a as Portas do Ródão no rio Tejo.
O mar esteve na Nossa Senhora da Candosa à 440 milhões de anos (Ordovícico).
Os quartzitos são rochas muito duras, que foram formadas por areias ricas em quartzo, que se depositaram num mar pouco profundo em camadas paralelas e quase horizontais. Este mar situava-se na margem do supercontinente Gondwana, próximo do Pólo Sul. Registe-se que nesse tempo os continentes estavam desprovidos de vida que apenas pululava nos oceanos. Posteriormente os arenitos foram sujeitos a altas pressões e temperaturas sendo transformadas nestas rochas metamórficas-os quartzitos. Mais tarde as forças feéricas do interior da Terra vieram dobrar e a inclinar estas bancadas.
Publicado por: Freguesia de Vila Nova do Ceira
Última atualização: 19-12-2025